"O Homem que remove uma montanha, começa retirando pequenas pedras"
Todos nós enfrentamos situações ou problemas que parecem intransponíveis e gigantescos.
Ultrapassá-los, transforma-se num objectivo que aparece na nossa mente como uma montanha.
É imponente e quase impossível de escalar, agravado por um coro de pessimistas que, quais profetas da desgraça, nos lembram que o problema é, "na realidade", uma causa perdida.
Todas as perspectivas para a consecução do objectivo ou resolução do problema se afiguram autênticos precipícios.
Mas, será assim ?
Jacob Riis (1849-1914) foi um jornalista e reformador social que, em Nova York, em finais do século XIX, contribuiu para melhorar a vida de muitos carenciados partilhando, com eles, uma abordagem incomum de superar o desânimo.
Um dia, de visita a um cantoneiro que se encontrava a partir uma enorme pedra, Riis verificou que apesar de mais de cem pancadas do martelo, a pedra continuava inteira. No entanto, de repente, após mais uma pancada, a pedra partiu-se.
Riis percebeu que a pedra não se tinha partido em virtude desse último golpe de martelo, mas sim em resultado de um sem número de pancadas anteriores cujo efeito acumulado resultara na quebra da pedra.
E assim é com a vida.
Há muitos momentos em que todos os nossos esforços parecem inúteis, quase como se estivéssemos diante de uma causa perdida, sem quaisquer resultados visíveis, apesar do nosso mais dedicado empenho.
Se realmente acreditamos em nós e na causa que defendemos, se formos capazes de não desistir e, ao contrário, de prosseguir, insistindo de forma persistente, com "pancadas de martelo", uma atrás da outra, a montanha ir-se-á desfazendo, numa pedra aqui, um seixo acolá, até desaparecer por completo.





