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O voto no MEP é um voto útil

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O voto no MEP é um voto útil


“Nenhum homem e nenhuma mulher é uma ilha, mas cada um de nós é uma península, com uma metade unida à terra firme e a outra a olhar para o oceano”

Amoz Oz, Conferência de 23 de Janeiro de 2002

 

O voto “útil” e o voto útil. Uma questão de liberdade.

Amanhã os portugueses irão votar.
E iremos escolher, como pessoas livres, o Portugal que queremos ir construindo.
É esta a escolha, não é outra.

A escolha não é, como alguns nos querem fazer crer, entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite para 1º ministro. E muito menos deverá ser a escolha “contra José Sócrates” ou “contra Manuela Ferreira Leite” para 1º ministro.

Sinto-me à vontade para pôr a questão nestes termos porque nunca votei “útil”. Nunca votei “útil” com aspas porque sempre quis que o meu voto fosse um voto útil sem aspas.

E numa democracia o verdadeiro voto útil só pode ser o que está de acordo com a nossa consciência. Só pode ser o voto no projecto e nas propostas políticas que entendemos que correspondem à ideia que temos para o nosso país.

Tem algum sentido escolher uma casa para vivermos com a nossa família, dizendo que “nem gosto desta nem daquela casa, mas escolho esta porque me parece menos má”? Ninguém, a menos que não tenha alternativa, escolhe assim a casa onde vai viver.
Por que razão o haveríamos de fazer em relação ao país no qual queremos viver?

Por que razão nos demitimos de escolher livremente, de decidir com a nossa própria cabeça? Por que razão abdicamos, assim, de participar na construção do nosso futuro colectivo?
Não me refiro, naturalmente, a uma liberdade jurídica; mas a uma liberdade interior que nos faz seguir os nossos próprios passos.

Eu voto livre porque quero que o meu voto seja um voto útil.
Voto MEP.


MEP – o voto útil

Por que vou votar no MEP?

Porque acredito ser possível um novo discurso político.
Em que estar em desacordo não signifique necessariamente estar do “outro lado” e ser-se adversário; pelo contrário, na maior parte das situações, provavelmente, poderá e deverá significar uma oportunidade de em conjunto construir uma solução melhor e mais abrangente para um dado problema.

Porque acredito que a confiança é um pilar da democracia e do desenvolvimento. Confiança uns nos outros e no Estado. E confiança do Estado nos portugueses e nas empresas.

Porque quero um Estado descentralizado e que não seja omnipresente. Um Estado que regule e apoie, mas não asfixie os espaços próprios de desenvolvimento da sociedade, a começar pela família.

Porque acredito na sociedade civil. E o MEP é a própria sociedade civil organizada em partido.
E temos que nos habituar, todos, enquanto sociedade civil, a participar na resolução dos nossos próprios problemas, em vez de esperar que a solução seja sempre encontrada pelo Estado.

Porque acredito numa ética dos deveres e não apenas dos direitos.

Porque quero viver num país humanista. De homens e mulheres livres, mas solidários. Que sabem que não são “ilhas” e que só serão verdadeiramente livres com os outros. De homens e mulheres que - e, em particular, numa altura de crise como a que atravessamos - não deixam ninguém para trás.

Porque entendo que vale a pena Portugal.
Permanentemente imperfeito e em construção, este é o país onde gosto de viver. E onde quero viver. E que quero ajudar a construir.

Hoje é dia de reflexão.
Amanhã todos juntos decidiremos Portugal. Seja, pois, uma escolha livre e consciente.


jpp

26Set09

Actualizado em Quarta, 30 Setembro 2009 11:09  

Apresentação da Candidatura

Depoimento de Rui Castro Martins

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